setembro 11, 2009

Fonte das Nanas
VARIAÇÃO(Celeste Boursier-Mougenot/2009)
(Sem titulo)Lole de Freitas
(Sem titulo)
PRIMAVERA (Raphael Galvez-1939)

SAPHO (Leopoldo e Silva)
Pilares da Pinacotéca
Liceu de Artes e Ofícios
MENINA MOÇA (Leopoldo e Silva)
LEDA (Lélio Coluccini-1950)
MOEMA (Rodolfo Bernardelli-1895/1998)
MUSA IMPASSÍVEL (Victor Brecheret)

setembro 10, 2009

HOMEN ANDANDO (Ernesto de Fiori-1945)
DOIS NUS FEMININOS ENTRELAÇADOS (José Pedro-1940/1998)

setembro 09, 2009

SEM TITULO(TORSO)(Victor Brecheret-193o)
GUANABARA (Alfredo Ceschiatti-1960/1969)
OLÍMPICO (Raphael Galvez -1954)
ADÃO E EVA (Eugênio Prati-1995)
ASSEMBLAGE:TOALETE DE VÊNUS E ANDRÔMEDRA (Auguste Rodin)
PRIMEIRA VITÓRIA DE ANIBAL (Antoine Bourdelle-1885)

IMPASSIBILIDADE (Auguste Puttemans)
O BRASILEIRO (Raphael Galvez-1940)
CRYSIS (A.Faoust -1912)
SANTO ESTEVÃO (Rodolfo Bernardelli -18790
INDIO (Amadeu Zani-19120)
Composição-O PÃO (Alfredo Oliani-1936)
BARCA-TEMPO DE MINHA RAÇA (Victor Brecheret- 1921)
PORTADORA DE PERFUME (Victor Brecheret-1923)
CRACA (Nuno Ramos-1995)
HOMEM PÁSSARO(Nicolas Vlavianos-1985)
TRÊS JOVENS(Lasar Segall -2000)

setembro 06, 2009



Logo no início de A Aurora da Minha Vida, um visitante, que vem rever a escola de sua infância, diz à velha professora que o recebe: “A gente não tinha liberdade para nada. Os professores decidiam a vida dos alunos; os diretores, a dos professores; e alguém, lá em cima, devia decidir a dos diretores.” Falando explicitamente sobre a escola primária e secundária no Brasil, seu folclore, seu cotidiano, seus programas e seus relacionamentos humanos, Naum Alves de Souza escreveu uma contundente crítica sobre a sociedade brasileira. Porque, neste espetáculo, a sala de aula é um microcosmo da realidade que está fora dos muros da escola, reproduzindo o mesmo sistema hierárquico, as mesmas restrições, as mesmas discriminações.
Ninguém na peça tem nome próprio. A hierarquia escolar é designada pelas suas funções: Diretor, Padre, Professora de Inglês, Professor de Desenho, etc. Os alunos são designados por adjetivos: a Adiantada, o Quieto, o Órfão, a Gorda, o Puxa-saco, as Gêmeas e o Bobo. Ou seja, estamos diante de tipos, mais do que de pessoas reais. Mas as personagens acabam adquirindo, aos poucos, contornos psicológicos que as individualizam. A Adiantada é metida a besta e boa aluna, porque seu pai é gerente de banco e lhe paga aulas particulares; o Quieto é autocontrolado e autoritário, porque traz para a classe os valores que lhe são impostos pelo seu pai militar; e assim por diante.
Não existe um enredo propriamente dito. A história é fragmentada em uma longa série de quadros, cada um alicerçado num minidrama completo, com um conflito próprio claramente definido. Através de um hábil artifício estrutural, em cada aula um aluno é retirado da sala e investido no papel do professor; assim, cada ator interpreta o seu papel como aluno, e tem a oportunidade de transformar-se, num dado momento, num representante da hierarquia escolar.
A Aurora da Minha Vida é uma obra maldosa, cruel; mas envolvida numa capa de poesia criada pelo humor muito singular de Naum e, sobretudo, pelo ângulo saudoso através do qual ele enfoca o seu – o nosso – passado.


Elenco:
Michele Campos………………..A Adiantada / Professora de português / Mãe / Freira
Saulo Sisnando………………….O Quieto / Professor de matemática
Leonel Ferreira………………….O Puxa / Professor de desenho
Flavio Furtado…………………..O Órfão / Professor de português
Marta Ferreira………………….Gêmea / Professora de francês
Liliane Garcia…………………..Gêmea / Professora de inglês
Davi Mansour…………………..O Bobo / Padre / Diretor
Dina Mamede…………………..Gorda / Professora de matemática




O MASP E OUTROS MUSEUS DE SÃO PAULO

Logo que ouve falar em museu, a primeira imagem que vem à mente do paulistano é a do MASP, o Museu de Arte de São Paulo. Como se ele fosse o único museu da cidade! Justamente numa cidade com cerca de 50 museus.
Isso mesmo, você não leu errado: São Paulo possui mais de 50 museus, para quase todo gosto e todo público. Só uma cidade desse porte para ter um um museu dedicado ao relógio e ao óculos, um para o telefone e outro paras as invenções.
Como ele é o primeiro que surge na mente, fica “meio impossível” escrever um texto sobre museus paulistanos sem começar pelo MASP. Um dos motivos por ele ser tão lembrado é sua localização, na avenida Paulista, a via mais famosa e mais querida da cidade. Outro, sem dúvida, é a feirinha de antiguidades de domingo. Ir ao MASP sem visitar a feira é como ir a Liberdade sem dar um pulo nas lojas e mercados de produtos orientais, ou ir ao Mercado da Cantareira sem visitar o Hoccar Bar. Um terceiro motivo para o MASP ser sempre lembrado é o acervo, que faz dele o mais importante museu de arte da América Latina. Além de artistas brasileiros, o Museu de Arte de São Paulo possui um acervo rico e diversificado de artistas consagrados no mundo todo como Rafael, Botticelli, Bellini, Rembrandt, Renoir e outros. O acervo de esculturas do impressionista Dega é um dos maiores do mundo. O detalhe que pouca gente recorda é que o MASP possui uma loja muito charmosa, com produtos baseado no seu patrimônio artístico e na sua imagem.
Entre tantos tantas instituições museológicas (dizem que são 48!!), podemos destacar as seguintes

Aberto ao público no dia 12 de setembro de 1911, o Teatro Municipal de São Paulo começou a ser construído oito anos antes, em 1903. Projetado por Cláudio Rossi e desenhado por Domiziano Rossi, foi inaugurado pela ópera de Hamelet, de Ambroise Thomas, para uma multidão de 20 mil pessoas que se amontoavam na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo. Com isso, a cidade começava a se integrar ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.

O local foi idealizado nos moldes dos melhores teatros do mundo para atender a ópera - a primeira forma artística e de lazer típica da burguesia, em virtude do grande número de italianos que viviam em São Paulo. Desde sua inauguração, duas grandes restaurações marcaram as mudanças e renovações do espaço: a primeira aconteceu em 1951 com o arquiteto Tito Raucht, responsável pelos pavimentos para ampliação dos camarins e redução dos camarotes; já o segundo restauro ocorreu de 1986 a 1991, comandado pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, restaurando o prédio e implementando estruturas e equipamentos mais modernos.

Hoje o Municipal coordena escolas de música e dança e busca desenvolver cada vez mais o trabalho de seus corpos estáveis: a Orquestra Sinfônica Municipal, a Orquestra Experimental de Repertório, o Balé da Cidade, o Quarteto de Cordas, o Coral Lírico e o Coral Paulistano.

MUSEU DE ARTE SACRA – Vizinha da Pinacoteca, o Museu de Arte Sacra é uma das mais interessantes instituições museológicas da cidade de São Paulo. Explicamos o porquê. O museu faz parte do Mosteiro da Luz, onde está a Capela de Frei Galvão – santo recentemente beatificado pelo papa em cerimônia no Campo de Marte. A arquitetura do período colonial é bem preservada. Às vezes, temos a impressão de que viajamos no tempo. O acervo possui quatro mil peças, 800 em exposição. São imagens históricas das igrejas católicas de São Paulo e do país. Relicários, crucifixos, estátuas estão por todo o lugar. Não faz muito tempo, o Museu de Arte Sacra recebeu o acervo do Museu do Presépio, que funcionava na Oca do Parque do Ibirapuera. As autoridades responsáveis pretendem exibir para o público duas múmias de freiras sepultadas nas paredes da instituição. É esperar para ver.
MUSEU DE ARTE MODERNA (MAM) – Criado pelos mecenas Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado em 1948, o MAM foi para o Parque do Ibirapuera na década de 1960. É um dos mais respeitados museus de arte contemporânea das Américas. Além das exposições temporárias, o visitante pode apreciar obras de artistas do quilate de Marc Chagall, Joan Miró, Alfredo Volpi e outros. Dentro do museu funciona um charmoso restaurante e uma loja de souvenirs que vale a pena ser vista. E isso não é tudo. Entre o MAM e a Oca (espaço de exposições que, em outros tempos, abrigava o Museu da Aeronáutica), há um imenso espaço aberto com várias esculturas, o chamado Jardim das Esculturas. O que torna o museu ainda mais atraente é, justamente, a vizinhança. Em um dia de passeio, é possível conhecer o prédio da Bienal (onde ocorre a São Paulo Fashion Week e, obviamente, a Bienal de Arte de São Paulo), o Museu Afro-Brasil, o planetário do Ibirapuera, o Jardim Japonês, o Obelisco e o Monumento às Bandeiras. Cansou? Pois saiba que, em breve, o Museu de Arte Contemporânea se mudará definitivamente para lá.
MUSEU DO IPIRANGA – Considerado o mais bonito museu da cidade, o Ipiranga faz parte de um conjunto que abriga o parque, o (maravilhoso) jardim em estilo francês, a Casa do Grito e o monumento do Ipiranga. Seu acervo é imenso, chegando a mais de 120.000 unidades. Abriga esculturas, quadros, mobiliários, jóias, moedas e instrumentos de trabalho que contam a história do Brasil colonial e do Império. O que mais chama a atenção dos estudantes é o famoso quadro de Pedro Américo que retrata o grito do Ipiranga.